não perguntes se te amo
se te quero ou te desejo
nem duvides do meu beijo
das palavras que te chamo.
não intuas nos meus braços
sentimentos que não tenho
se é por ti que me detenho
a sonhar outros cansaços.
nem queiras, amor, saber
por que chove o dia inteiro
se há tinta no tinteiro
ou se irei de nós escrever.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
os meus olhos vaguearam sem prisão
pelas curvas do seu corpo imaculado
e vencendo o meu pudor emancipado
duas piras soergueram de ilusão.
pelas ondas desse olhar tão navegado
naveguei sem contramestre ou capitão
à bolina dum amor desenfreado
que amainou pela força da razão.
mas saiba que eu sou todo coração
que é nobre o meu querer, o meu sentir
e verdadeira a ânsia de lhe ouvir
a voz ferindo o ar numa canção.
pelas curvas do seu corpo imaculado
e vencendo o meu pudor emancipado
duas piras soergueram de ilusão.
pelas ondas desse olhar tão navegado
naveguei sem contramestre ou capitão
à bolina dum amor desenfreado
que amainou pela força da razão.
mas saiba que eu sou todo coração
que é nobre o meu querer, o meu sentir
e verdadeira a ânsia de lhe ouvir
a voz ferindo o ar numa canção.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
arranca do teu peito a voz truncada
grita a liberdade no teu grito
e cala para sempre esse proscrito
medo que amordaça a voz amada.
sê livre e livremente espalha o riso
com pétalas de sílabas trinadas
e num trinado límpido e conciso
canta do ocaso às madrugadas.
que a luz do grande sol te dê alento
para cantar aos homens ignorantes
e canta belos versos aos amantes
em pautas desenhadas pelo vento.
grita a liberdade no teu grito
e cala para sempre esse proscrito
medo que amordaça a voz amada.
sê livre e livremente espalha o riso
com pétalas de sílabas trinadas
e num trinado límpido e conciso
canta do ocaso às madrugadas.
que a luz do grande sol te dê alento
para cantar aos homens ignorantes
e canta belos versos aos amantes
em pautas desenhadas pelo vento.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
ter-te,
é não te ter em coisa alguma
é mergulhar na doce bruma
dum sonho álgido e imbele
e ser a força que o impele
para uma meta que se esfuma.
ter-te,
não é estreitar-te nos meus braços
nem confiar-te nos cansaços
palavras mornas que adormecem.
Ter-te,
é simplesmente não ter nada
e ter assim justificada
esta vontade de perder-te.
é não te ter em coisa alguma
é mergulhar na doce bruma
dum sonho álgido e imbele
e ser a força que o impele
para uma meta que se esfuma.
ter-te,
não é estreitar-te nos meus braços
nem confiar-te nos cansaços
palavras mornas que adormecem.
Ter-te,
é simplesmente não ter nada
e ter assim justificada
esta vontade de perder-te.
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