Um cigarro apagado
Uma lareira acesa
Um copo esvaziado
No tampo da mesa
Um disco que toca
Uma janela aberta
Alguém que sufoca
Na casa deserta
Lá fora o murmúrio
Das folhas ao vento
Será o augúrio
De um triste momento?
Suspenso da cama
Um laço letal
E apagada a chama
De quem foi mortal.
sábado, 15 de agosto de 2009
Deixa o velho porto a tua escuna
Num rasto de gaivotas pardacentas
E ruma para o sol que cobre a duna
De azuis e violáceos e magentas.
Eu fico à beira mar olhando a espuma
Pensando no navio que se ausenta
E sinto a tua fuga como a pluma
Cujo peso à terra firme me acorrenta.
Tu segues o caminho mais seguro
Aquele que te afasta da loucura
E só eu fico aqui, onde se apura
Um sentimento tórrido e obscuro.
Num rasto de gaivotas pardacentas
E ruma para o sol que cobre a duna
De azuis e violáceos e magentas.
Eu fico à beira mar olhando a espuma
Pensando no navio que se ausenta
E sinto a tua fuga como a pluma
Cujo peso à terra firme me acorrenta.
Tu segues o caminho mais seguro
Aquele que te afasta da loucura
E só eu fico aqui, onde se apura
Um sentimento tórrido e obscuro.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Sorriste-me da mesa do café
enquanto eu aguardava a minha bica
a voz interior dizendo "fica"
crescendo como as ondas da maré.
De novo me sorriste do balcão
tirando uma moeda da carteira
sorrindo dessa pueril maneira
que sempre me arrebata o coração.
Sorriste-me, depois, já à saída
e eu voltei ali, a procurar-te
talvez acreditando em encontrar-te
eu, que nem sorri na despedida.
enquanto eu aguardava a minha bica
a voz interior dizendo "fica"
crescendo como as ondas da maré.
De novo me sorriste do balcão
tirando uma moeda da carteira
sorrindo dessa pueril maneira
que sempre me arrebata o coração.
Sorriste-me, depois, já à saída
e eu voltei ali, a procurar-te
talvez acreditando em encontrar-te
eu, que nem sorri na despedida.
Subscrever:
Mensagens (Atom)